Publicado por: correnteviva | agosto 5, 2011

Templos Verdes

Quem nunca visitou uma igreja, um templo budista, uma Meca ou uma sinagoga que era simplesmente incrível? Grandes construções que ostentam todo o glamour e poder das religiões que representam. Já cheguei a me sentir uma formiguinha ao entrar em um desses (e confesso que não gostei nadinha).

Com a tendência de produtos verdes, ações verdes, pessoas verdes (ta, isso ainda não) os grandes religiosos não poderiam ficar de fora. Eles não só têm aderido às construções sustentáveis, como também as têm inovado. O mais recente empreendimento que chamou a atenção por sua ousadia é a mesquita que será construída na cidade alemã de Norderstedt. Qual a grande diferença dos outros templos islâmicos? Essa terá turbinas eólicas em seus dois minaretes, ou sejam, torres que se destacam na fachada.

Os novos equipamentos fornecerão um terço da energia elétrica do prédio todo. Mas as coisas não param por ai. Há também a instalação de hélices de vidro que refletirão a luz do sol em certo horário do dia.

Ok, o projeto ainda nem saiu do papel e sequer tem data para começar, mas achei uma iniciativa realmente interessante.

Nosso País tem duas iniciativas no mesmo sentido. Uma delas é o centro de treinamento e de alojamentos da entidade religiosa Sukyo Mahikari, de origem japonesa e o Templo da Salomão, da Igreja Universal do Reino de Deus. A primeira busca a certificação Aqua (Alta Qualidade Ambiental) e a segunda A LEED, uma das mais prestigiadas do mundo.

Acho que com o tempo veremos cada vez mais empreendimentos verdes e, quem sabe, conseguimos recuperar um pouquinho daquilo que destruímos há tantos anos.

Por Renniê Paro, jornalista e colaboradora do Blog Corrente Viva

Publicado por: correnteviva | agosto 1, 2011

Podcast. Você sabe o que é?

Imagem: freedigitalphotos.net

Um dia desses, em meio à correria da agitada capital paulistana, me entretive observando a quantidade de pessoas com fone nos ouvidos: um, dois, três… Surpreendente!  Às vezes a gente tem cada ideia! E essa me entreteve durante vários dias. Nos mais diversos lugares consegui identificar em meio a multidão a ” tribo dos ouvintes”.

O inusitado passatempo rendeu algumas conclusões: 1ª – O mercado de aparelhos portáteis que possuem algum tipo de dispositivo de áudio cresceu muito nos últimos tempos; 2ª – Algumas pessoas se empolgam enquanto escutam música: gesticulam, dançam e “tocam bateria”! (rs); 3ª – Os novos aparelhos e tecnologias, como o áudio em formato mp3, podem ser grandes aliados na disseminação de informação e conhecimento. Senso comum à parte, esta última conclusão vai de encontro às estratégias de diversas empresas e veículos de comunicação que utilizam Podcasts (arquivos de áudio disponibilizados via Internet), como ferramenta  no processo de mercadorização de produtos e divulgação de serviços. Isso porque o podcast é de fácil mobilidade e grande praticidade: o internauta acessa a página da empresa ou do produto, baixa o arquivo e o guarda para ser escutado quando quiser.

A Editora Abril, por exemplo, oferece o “Semana Tech”, um debate sobre inovação, tecnologia e ciência. A Pinacoteca do Estado de São Paulo, veicula informações e curiosidades sobre as exposições que acontecem no local. Já a Rede Britânica BBC disponibiliza um vasto repertório de programas, desde musicais até noticiários periódicos. Puxa! Está aí mais uma opção de entretenimento para passar o tempo em meio a agitação do dia a dia. Música, informação, conhecimento… Podcast. Se amanhã você parar e observar quantos membros da “tribo dos ouvintes” estarão com seus fones de ouvido pelas ruas da capital, talvez você me veja. Pode ser que eu esteja escutando um podcast! Eu já tenho uma lista de programas favoritos. E você, já tem o seu?

Agora que você sabe o que é um podcast, aí vão algumas dicas!

Pocast InglêsOnline

Estudantes da Língua Inglesa encontrarão um excelente material no site Inglês Online. A página de Podcasts é excelente e traz a opção de download de dicas de inglês em aúdio e pdf.

http://www.inglesonline.com.br/

Spanish Podcast – Español Podcast

Encontre um vasto repertório de temas para aprofundar seus conhecimentos na Língua Espanhola!

http://www.spanishpodcast.org/

Semana Tech

Ótima opção para os amantes de tecnologia, informática, ciência e inovação. O programa traz debates sobre temas da atualidade com os editores da Revista Info.

http://info.abril.com.br/podcast/

História Digital

Resumos dos principais acontecimentos históricos em slides e em áudio mp3! Além de ser bem elaborado, este Blog oferece uma série de recursos para tornar o aprendizado de História ainda mais interessante.

http://www.historiadigital.org/

Dicas de Português da FolhaOnline

Dê uma afiada em seus conhecimentos com as dicas preciosas de Thaís Nicoleti de Camargo, colunista do caderno ” Fovest”.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/podcasts/thaisnicoleti/

Podcast CBN

Um cardápio variado de podcasts dos programas da rádio.

http://cbn.globoradio.globo.com/servicos/podcast/NOME.htm

Por Cleiton Oliveira, jornalista e colaborador do Blog da Corrente Viva

Publicado por: correnteviva | julho 22, 2011

O sinal de Caim: sentença de punição

Quero apresentar aqui  um pequeno recorte de meu Trabalho de Conclusão do Curso de pós em Psicologia Jurídica: “O Sinal de Caim: o estigma do criminoso”, (agosto de 2010). “A Constituição Federal de 1988 dispõe expressamente em seu artigo 5º, inciso LIV: “Ninguém será punido da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal”. Segundo Krauss e Kuchller (2007), tampouco se sabe a que se refere o narrador bíblico quando fala do sinal que Deus colocou em Caim. Seja como for, ele quer expressar que Deus queria evitar a difusão ilimitada do assassinato. Portanto, a marca em Caim era um tipo de sinal protetor, e não um selo de vergonha, como frequentemente se dá a entender.

Qual foi o castigo de Caim? Para Fromm  (1947), o castigo de Caim foi tornar-se um proscrito; após Deus o repelir, ele foi apartado de seus semelhantes. Essa punição era realmente de molde a Caim dizer: “Meu castigo é maior do que posso suportar” .

O velho que finalmente lhe apareceu pela frente ia a pé e levava duas ovelhas atadas por um baraço. caim saudou-o com as palavras mais cordiais do seu vocabulário, mas o homem não retribuiu. Que marca é essa que tens na testa, perguntou. Apanhado de surpresa, Caim perguntou por sua vez, Qual marca, Essa, disse o homem, levando a mão à sua própria testa, É um sinal de nascença, respondeu caim, Não deves ser boa gente, Quem to disse, como o sabes, respondeu caim imprudentemente, Como diz o refrão antigo, o diabo que te assinalou, algum defeito te encontrou.  (José Saramago – 2009, p. 44)

Para Foucault (2006), o criminoso aparece então como um ser juridicamente paradoxal. Ele rompeu o pacto, é portanto inimigo da sociedade inteira, mas participa da punição que se exerce sobre ele. O menor crime ataca toda a sociedade; e toda a sociedade – inclusive o criminoso – está presente na menor punição. O castigo penal é então uma função generalizada, coextensiva ao corpo social e a cada um de seus elementos. O direito de punir desloca-se da vingança do soberano à defesa da sociedade.

Segundo Fernandes (2000), uma vez diante da realidade do indivíduo criminalmente perigoso, a ameaçar a coexistência coletiva, a sociedade tem que neutralizar ou obstaculizar essa virtualidade delinquencial através da segregação daquele do convívio comum. Socorre-se o Estado, para tanto, do instituto da medida de segurança já prevista pela primeira vez no Código Italiano de 1889 e hoje praticamente contemplada em todos os códigos penais avançados. A pena retira o criminoso do meio social como castigo pelo mal cometido e para evitar que ele torne a delinqüir. Já o fim da medida de segurança não é punir, mas sim, segregar, isolar, e também corrigir. Foucault (1997), já dizia que é preciso que a justiça criminal puna em vez de se vingar.

Segundo Goffman (1961/2008ª), uma instituição total pode ser definida como um local de residência e trabalho onde um grande número de indivíduos com situações semelhante, separados da sociedade mais ampla por considerável período de tempo, levam uma vida fechada e formalmente administrada e essas instituições podem ser enumeradas em cinco agrupamentos:

1  – Instituições para cuidar de pessoas consideradas incapazes e inofensivas: casas para cegos, velhos, órfãos e indigentes;

2  – Instituições para cuidar de pessoas consideradas incapazes de cuidar de si mesmas e que são também uma ameaça para a sociedade: sanatórios para tuberculosos, hospitais para doentes mentais e leprosários;

3  – Instituições para proteger a comunidade contra perigos intencionais: cadeias, penitenciárias, campos de prisioneiros de guerra e campos de concentração;

4  – Instituições estabelecidas com a intenção de realizar de modo mais adequado alguma tarefa de trabalho, e que se justificam apenas através de tais fundamentos instrumentais: quartéis, navios, escolas internas, campos de trabalho, colônias e grandes mansões;

5  – Instituições destinas a servir de refúgio do mundo, embora sirvam muitas vezes como locais de instruções religiosas: abadias, mosteiros, conventos e outros claustros.

Segundo Ottoboni (2006), o Brasil foi descoberto há mais de 500 anos e, ao longo desse tempo, pouco ou quase nada se fez para melhorar as condições essenciais do cumprimento da pena, e a mentalidade da segurança é praticamente a mesma. Ninguém acredita na recuperação do preso. Todos, com poucas exceções, abominam a violência mas defendem a oficialização da pena de morte. Até hoje não é constatado em nenhum plano de “terapêutica penal” a valorização do homem como deserdado da sociedade; não se conhece outro trabalho estruturado que vise restaurar os valores inerentes à personalidade humana, os elos afetivos, para que o preso possa sentir-se pessoa digna de confiabilidade, que pode amar, ser amado e saber que a sociedade sentiu seu drama e está disposta a ampará-la, dando-lhe nova oportunidade para recomeçar uma vida decente.” 

Pe. Benedito Carlos Alves dos Santos, Mestre em Direito Canônico e Psicólogo e especialista em Psicologia Jurídica e colaborador do blog Corrente Viva

Publicado por: correnteviva | julho 8, 2011

A água, elemento essencial

Olá queridos! Meus posts serão sobre sustentabilidade, um dos assuntos que virou a vedete em qualquer lugar. Nesse momento quero chamar atenção para um dos elementos mais importantes para nós (e que nem sempre damos a devida atenção), a água.

Nosso corpo é composto de 70% dela. O planeta Terra não é azulzinho a toa também. A água é um dos elementos mais importantes, pois sem ela não há a menor chance de haver vida, em qualquer lugar.

Há muito tempo as pessoas já se deram conta de que a água não é eterna e pode sim acabar. Alguns indivíduos, porém, ainda não acham isso tão importante assim. Vai entender né?! Devem ter uma usina particular ou algo assim.

O fato é que cientistas estão criando recursos para ‘caçar’ água por aí. Isso mesmo!

Poderosos satélites, com instrumentos de altíssima precisão, foram desenvolvidos para encontrar aquíferos subterrâneos e saber quando vai chover em áreas vizinhas a desertos.

Quem teve tal iniciativa? Sempre nossos colegas que adoram tecnologia, Estados Unidos e Europa. Ambos desenvolveram instrumentos tão poderosos e precisos que podem ver mudanças milimétricas no nível da nossa querida água. Um desses instrumentos é chamado de Grace, sigla para Registro de Gravidade e Experimento Climático, desenvolvido pela NASA e pela DLR, agência espacial alemã. Seus dispositivos são capazes de detectar finas mudanças no volume de água dos mais variados reservatórios e, depois de descontar as alterações por fatores naturais, é possível detectar qual foi a quantidade de líquido usada pelo homem e podem fazer alertas sobre seu uso.

Enfim, acredito que seja uma das alternativas que poderão auxiliar-nos na busca pela água. A ajuda de recursos tecnológicos, satélites ultramodernos e cientistas empenhados são sempre bem vindos, mas vale lembra que a consciência de cada um também faz diferença.

Por Renniê Paro, jornalista e colaboradora do Blog Corrente Viva

Publicado por: correnteviva | junho 22, 2011

Educação à distância pela Internet

Várias instituições de renome disponibilizam cursos gratuitos na modalidade EAD. Confira!

Foto: freedigitalphotos.net

Vivemos em um mundo dinâmico, globalizado, conectado. Assistimos a cada dia o aparecimento de novidades tecnológicas que impressionam e tornam o mundo cada vez menor, uma “aldeia global”.

Dentre as criações que revolucionaram as relações sociais e corporativas no último século está a Internet. A rede mundial de computadores encurtou fronteiras, diminuiu distâncias e possibilitou um novo modo de lidar com a informação. Notícias, conteúdos e conhecimento são transmitidos em tempo real para todo o planeta.

 Hoje são inúmeras ferramentas em rede, que disponibilizam notícias, vídeos, arquivos de áudio, apostilas e livros que podem ser acessados em qualquer computador. Nesse cenário, surgem os Cursos de Educação à Distância (EAD) pela plataforma online, uma nova modalidade de ensino que está em plena expansão no país. De acordo com o Ministério da Educação, em matéria publicada no site “O Globo – economia”, em 27/11/2010, mais de 200 instituições de ensino superior com módulos EAD estavam cadastradas, na ocasião, atendendo mais de 3 milhões de pessoas, isso sem contar os cursos livres, de extensão universitária, técnicos e extracurriculares.

Confira abaixo, algumas dicas que selecionamos para você ! Cursos extracurriculares ministrados por instituições renomadas em plataforma EAD e gratuitos !

O quê: A Fundação Getúlio Vargas, uma das mais respeitadas instituições de ensino do país, oferece cursos em diferentes áreas do conhecimento. Filiada ao consórcio Open Course Ware Consortium – OCWC, a FGV faz parte de um grupo de instituições que veiculam cursos gratuitos pela Internet.

Algumas opções de cursos: Recursos humanos, Introdução à administração estratégica, Ciência e Tecnologia, Processo de Comunicação e Comunicação Institucional, Produto, marca e serviços, Intermediação em Investimentos financeiros, entre outros.

Acesse:
Fundação Getúlio Vargas – FGV
Site: www5.fgv.br/fgvonline/CursosGratuitos.aspx

O quê: O Sebrae disponibiliza várias opções de cursos focados no empreendedorismo e gestão de negócios.

Algumas opções de cursos: Aprender a empreender, Análise e planejamento financeiro, Como vender mais e melhor, Boas práticas nos serviços de alimentação, Iniciando um Pequeno e Grande Negócio, Internet para pequenos negócios, atendimento ao cliente, entre outros.

Acesse:
SEBRAE – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas
Site: http://www.ead.sebrae.com.br/hotsite/

O quê: No site do CIEE – Centro de Integração Empresa-Escola, estudantes, estagiários e aprendizes podem desfrutar de uma ampla diversidade de cursos, veiculados com excelente qualidade visual. O site disponibiliza materiais para download* e suporte de tutores que prestam atendimento tirando dúvidas. 

Algumas opções: Microsoft Power Point, Access, Excel, Word, Flash, Fundamentos de Rede, Introdução a projetos, Lógica e Criatividade, Finanças, Cidadania e Meio Ambiente, Atualização gramatical, Produção de textos, Novo acordo Ortográfico, entre outros.

Acesse:
CIEE – Centro de Integração Empresa-Escola
Site: http://www.ciee.org.br/portal/index.asp

* Confira especificações de cada site;
* Algumas instituições exigem cadastramento para o acesso aos cursos.

Por Cleiton Oliveira, jornalista e colaborador do Blog da Corrente Viva

Publicado por: correnteviva | junho 16, 2011

A influência das Redes Sociais na educação dos filhos

Ao tratar do tema “A influência das Redes Sociais na educação dos filhos”, podemos fazer vários recortes. Por ocasião do 41º Dia Mundial das Comunicações Sociais em 24 de janeiro de 2007, Sua Santidade Bento XVI já dizia da preocupação sobre tal tema. Ele dizia que o desafio para a educação nos convida a refletir sobre dois assuntos importantes: “A formação das crianças é o primeiro. O segundo, talvez menos óbvio mas não menos importante, é a formação dos meios de comunicação social.”

Aqui temos dois recortes: Primeiro sobre a formação de nossas crianças. Podemos então perguntar qual o tempo e qualidade de formação que os pais modernos têm para com seus filhos? É algo para se pensar.  As famílias têm pouco ou nenhum controle sobre os programas que se apresentam hoje na mídia. Os pais não têm o controle que deveriam exercer na qualidade da programação ofertada pela mídia. De tempos para cá, para muitas famílias, a TV passou a ser significado de calmante, ou ainda como de uma baba para nossas crianças. Mesmo sabendo da gravidade disso, os pais não querem correr o risco do diálogo. É mais cômodo deixar para lá. O segundo recorte que podemos fazer é sobre o papel de formador que os meios de comunicação deveriam exercer na sociedade. A comunicação social deveria exercer um papel de formadora de opiniões. Para isso deveríamos perguntar que tipo de ideologia a mídia divulga? Nossas crianças são as maiores consumidoras da mídia na atualidade. Pensemos então que valores nossas crianças estão recebendo no seu dia a dia sem saber que estão sendo educadas?

Com essa visão panorâmica, sobre esses dois recortes, já podemos tirar algumas conclusões sobre o porque de nossas crianças andarem tão rebeldes e incapazes de ouvir e ou de sensibilizar por qualquer palavra adulta. As agressões são constantes entre próprios colegas. Hoje o tema em voga é o Bulling. Tudo isso não deixa de ser influência daquilo que damos aos nossos filhos diariamente. Damos nossas crianças água suja sem perceber. Muitos pais aplaudem o Big brother, e depois não conseguem lidar com as manifestações de uma sexualidade livre vinda da parte de seus filhos. Hoje está cada vez mais precoce a erotização das crianças. Meninas que ainda nem entraram na adolescência e já se colocam numa sensualidade abusiva. E se entrarmos nas questões dos conteúdos de nossas novelas, quais são os valores ali passados?

Bem, percebe-se então que a mídia e a cultura popular como a televisão, o cinema, os vídeo games, a internet, etc., impõem valores não compatíveis com nossa moral cristã. Não podemos negligenciar isso. Não podemos fazer vista grossa sobre o assunto. É preciso que tomemos consciência disso e busquemos refletir em nossas famílias. Temos algumas alternativas de programas de televisão de cunho religioso, mas ainda não conseguem atrair tanto quando os outros. Geralmente são atrações que agradam apenas aos adultos.

Hoje se fala de um tema novo que é “alfabetização para a mídia”. Ou seja, devemos orientar e educar nossas crianças para verdadeiros valores. Não adianta apenas criticar a influência da mídia na vida de nossas crianças. A família precisa reassumir, mais do que nunca, seu papel de primeira educadora de seus filhos. Quando isso acontecer, a mídia não terá grandes chances. Seremos como as ovelhas do Evangelho que conhece a voz do seu pastor. Não se deixarão enganar por falsos pastores. Devemos aguçar cada vez mais nossos ouvidos para estarmos afinados com a voz do Pastor. “As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem” (Jo. 10,27).  Como somos muitas vezes cegos e lentos em ver a realidade como ela é, então é preciso que treinemos mais nossos ouvidos para que não nos deixemos confundir com as vozes dos ladrões e salteadores. O Pastor dá a vida pelas suas ovelhas. Por isso sua voz é digna de ser seguida. Que nós educadores de nossas crianças nos responsabilizemos por essa tarefa tão sublime.

Que Deus abençoe a todos.

Paz e Bem!

Pe. Benedito Carlos Alves dos Santos, Mestre em Direito Canônico e Psicólogo e especialista em Psicologia Jurídica e colaborador do blog Corrente Viva

Publicado por: correnteviva | junho 9, 2011

Rede Corrente Viva, a união que faz a força

Olá galera. Bom, estamos retomando nosso espaço aqui no blog e, a partir de hoje, todas as quintas-feiras teremos novidades. Nos meus posts pretendo mostrar as ações apoiadas pela Rede Corrente Viva e, para começar, nada melhor do que falar sobre a própria.

Você já pensou em apoiar uma ação social? Se sim, vem a grande dúvida, qual organização ou área de atuação ajudar? Pois é, se você já esteve nessa situação, a Rede é uma ótima opção para contribuir com diversas entidades e projetos variados. A Corrente Viva é um grupo de ação social do qual fazem parte oito organizações não governamentais. É uma forma de beneficiar várias com uma só contribuição.

Hoje existem vários projetos sendo desenvolvidos pelas ONGs desta corrente, todos com foco no ser humano. Dentre eles destacam-se as oficinas de moda, fotografia, creches, mutirões para construção de casas populares, alfabetização, educação complementar, entre outros.

Encontro de lideranças - Rede Corrente Viva

O principal papel da Corrente Viva é a formação de lideranças para atuar nas periferias. O objetivo é melhor explicado pela missão da rede, que é “fortalecer as organizações de base, através de contínua formação e articulação com outras instituições”. Para isso são realizadas reuniões frequentes, nas quais são discutidas maneiras para expandir as formas de atuação e os recursos, novos projetos e também como aumentar a visibilidade dos trabalhos.

Para Fabiano Viana, coordenador de comunicação da rede, já existem muitas ONGs e não é necessário que se criem outras, o mais importante é expandir as ações e melhor estruturar as já existentes. “Por que, ao invés de se formar novas organizações, as já constituídas que tem objetivos comuns não se unem como forma de somar o trabalho, dividir experiências e ficarem mais fortes?”, comenta.

Engana-se quem pensa que a única forma de ajudar é por meio de doações financeiras. Nada disso, doe seus talentos, algumas horas do seu dia, da sua semana ou até mesmo um dia do mês. Entre em contato com a Rede e saiba como suas aptidões podem ser usadas em prol dos que mais precisam. É hora de arregaçar as mangas! Vamos fazer um mundo melhor.

Por Antonio Saturnino, jornalista e colaborador da Rede

Publicado por: correnteviva | abril 20, 2011

Deixe-se tornar borboleta nesta Páscoa

Publicado por: correnteviva | janeiro 3, 2011

ANO NOVO, NOVA CONSCIÊNCIA

Enfim um novo ano se aproxima. Quando todas as energias já estão no limite um novo ciclo se inicia e reacende as esperanças de milhares de pessoas em todo o mundo. Mais que renovar energias físicas e mentais, o ano de 2011 chega com novas perspectivas de consciência sobre como cuidar do planeta.

2010 mostrou a força da natureza e deu o alerta para que todos despertem a respeito de como têm se relacionado com o meio ambiente. Logo no primeiro dia do ano um barranco desmoronou em um dos lugares mais bonitos do Brasil, Angra dos Reis. Esta se tornou uma das maiores tragédias do ano.

Parafraseando um grande jornalista em um dos programas sobre a retrospectiva do ano: “Fumaça no céu e muita água na terra. Terremotos, vulcões. O planeta em desequilíbrio”. Esse foi o cenário do ano e, neste momento de reflexões, faz com que passemos a pensar melhor em como tratar a natureza.

Este ano foi o “ano das águas”. Muitas cidades ficaram praticamente submersas durante algumas horas. Ondas de lama invadiram Pernambuco e Alagoas deixando um rastro de devastação. Todo centro histórico de São Luiz do Paraitinga foi apagado após mais uma enxurrada.  Trinta horas de caos no Rio de Janeiro. Em São Paulo, cada tempestade foi pior que a outra. Resgates de sobreviventes em helicópteros e botes de bombeiros. Foram 95 municípios destruídos e 150 mil pessoas sem casas.

Enfim, que possamos olhar para 2010 e perceber que está mais do que na hora de cuidarmos melhor de nosso planeta. Que 2011 seja simplesmente lindo para todos nós e que a Terra possa respirar mais aliviada.

Renniê Paro, jornalista e colaboradora no blog da Corrente Viva

Publicado por: correnteviva | dezembro 23, 2010

Então é Natal… É Festa Cristã…

Natal… festa cristã. Mas nem sempre foi assim.  O Natal tem sua origem na velha festividade pagã de adoração ao Sol. Se fizermos algumas pesquisas nos “googles da vida” podemos ver que a festa tem uma grande ligação com a festividade da brunária pagã (25/12), que seguia a Saturnália (17-24/12) celebrando o dia mais curto do ano e o “Novo Sol”. Eram festividades acompanhadas de muitas bebedeiras e orgias. Mais tarde, com a aprovação de Constantino (272 -337) passa a ser celebrada pelos cristãos como nascimento de Cristo. No significado pagão encontramos a adoração ao sol. O novo significado é visto Cristo como o “Sol de Justiça”.

Todos nós deveríamos sentir o coração alegre nesse tempo de graça. Como disse Simeão: “Agora, Soberano Senhor, podes despedir em paz o teu servo, segundo a tua palavra; porque meus olhos viram tua salvação, que preparastes em face de todos os povos, luz para iluminar as nações, e glória de teu povo, Israel” (cf. Lc. 2,29-32).

O Natal tem algo de mágico, não a magia romântica de histórias infantis, mas uma magia que contagia o coração de cada homem e de cada mulher na expectativa de algo novo. Não podemos reduzir a Festa de Natal a trocas de presentes e confundir seu espírito no toque dos sinos e músicas tradicionais.

O clima de Natal sensibiliza os corações mais duros. Sentimos vontade de voltar a ser criança e poder correr nas praças. Algo nos encanta e tem um cheiro especial no ar. Uma comida típica de família, um doce da vovó. Cada um tem o seu especial. Não sabemos explicar, mas algo novo está ai. Sentimos vontade de perdoar, de esquecer mágoas e viver novo tempo. Talvez essa seja a grande motivação do Natal, o renascimento. Uma vida nova surge. Por isso, se não vivemos o verdadeiro sentido do Natal, que é o nascimento de Cristo, esperança da humanidade, no dia seguinte apenas colhemos frutos de nossas “ressacas”.

Para muitos, o dia seguinte do Natal é pior que os dias anteriores. Nada de novo, apenas frustrações. Celebrar o Natal é possibilitar vida nova. É Cristo que nasce, é Cristo que deve nascer em cada coração humano. Aí sim poderemos colher os frutos de paz e justiça.

Belíssimas as palavras do profeta Isaias sintetizam muito bem essa experiência para nós quando diz: “lobo e cordeiro viverão juntos, o leopardo deitar-se-á ao lado do cabrito, bezerro e leão comerão juntos e até uma criança poderá cuidar deles” (cf Is. 11,1-10). Seria isso uma utopia? Não, não é utopia, mas sim, sinal de Natal, sinal de novos tempos, é Cristo que nasce. Se tivermos um feliz Natal, com certeza também teremos um ano novo cheio de paz. Um vai ser conseqüência do outro.

Muitos de nós esperam ganhar um presente de Natal. Ganhar um presente significa que necessitamos de algo. Não vamos confundir nossas necessidades materiais com necessidades espirituais e psicológicas. Que saibamos controlar nossas expectativas e mais ainda, saibamos definir o que mais necessitamos. Que saibamos também discernir do que mais nosso próximo precisa. Será que precisa de uma roupa, um objeto, um abraço, afeto, carinho, obrigado? Busquemos ser presença sincera de Luz – Jesus para nosso semelhante.

Feliz Natal!!

Pe. Benedito Carlos Alves dos Santos, Mestre em Direito Canônico e Psicólogo

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