Publicado por: correnteviva | julho 30, 2009

Falando de CRISE: como vivê-la?

Redemoinho_na_água

É isso mesmo: crise faz parte da vida, é o que faz a vida progredir. “Estás falando sério?”….. “Estou!”… Saber do que se trata qual seu significado, a sua função, a sua inevitabilidade faz com que promovamos o nosso próprio desenvolvimento e não frustrá-lo atuando como vítima.

Imagine um nadador que está sendo sugado por dentro de um redemoinho e siga-o como ele se comporta, jogado neste turbilhão, aparentemente perdido, dominado pelas forças que o arrastam para baixo, no centro do poço….. De repente, o nadador toma uma decisão….. ele se dá conta não somente do que está acontecendo com ele, mas lá dentro no seu interior….Ele percebe que lá ele também se deixa ser arrastado…  Ele se recolhe e decide FAZER algo, para quebrar a paralisação que tomou conta dele. Ele se encolhe e se prepara para, chegado ao fim, se erguer com toda sua força, esticando braços e pernas, assim brecando por um momentinho a força brutal que se apoderou dele e…. para se jogar fora deste campo de forças….. 

O que ele fez? Entendendo a dinâmica do redemoinho, ele se dá conta de sua situação e a partir disso consegue “ficar dono de sim e da situação”. Vitorioso. Será que o nadador mudou, cresceu passando por uma experiência desta? Também: será que ele se desenvolveu? Crescer é a mesma coisa que desenvolver? 

Na procura da resposta vamos colocar a imagem do redemoinho como se fosse um transparente sobre situações da nossa vida. “A história do nadador é algo que posso ler e me arrepiar, algo que acontece a ele (coitado) mas não a mim, pois não costumo nadar em águas tão perigosas; nem sei nadar!”… Mas a vida nas suas inúmeras manifestações (trabalho, família, casamento, transito, reuniões, trabalho voluntário etc. etc.) onde sou co-ator e co-fator não se apresenta a mim como uma corrente no qual nado? Nós estamos, sim, nadando, aqui também existem redemoinhos, situações que nos arrastam por dentro, que nos paralisam, sufocam? Então!!  

Vamos explorar ainda, mais para frente outros aspectos daquilo que chamamos de crise. Por enquanto, o primeiro passo para saber lidar com uma crise e reconhecer seus sintomas. Na vida, diferente da situação do nadador, a gente muitas vezes não conhece as dinâmicas que causam o redemoinho no qual se encontra; mas dar-se conta (= conscientizar-se) que uma crise está acontecendo, aqui e agora já é meio caminho andado. Pois a crise paralisa, abafa a consciência, isto quer dizer: “a gente se deixa arrastar, a gente se perde, perde a cabeça, desaparece debaixo da superfície para ser sugada e engolida pelas forças de correntezas desconhecidas…  O primeiro passo na prática é: acordar quando acontece, se dar conta, dizendo: “pára!!, quero sair disso”. “Algo está acontecendo, não sei exatamente o que, mas estou sendo arrastado em acontecimentos arredor de mim que não consigo dominar, analisar, entender: eles se apoderam de mim!! ” Aí, você já está fora do redemoinho. Mesmo sem saber o que fazer em seguida, você conseguiu quebrar a paralisia, você reconquistou a consciência da situação.  O ponto é que você também, com isso, dá oportunidade para os outros também recuperarem a consciência deles de que “algo está acontecendo de errado”. Você se lembra de ter passado por situações dessas? Participando numa reunião por exemplo?…….

E o que você pensava, vivenciava e o que você fez?

Até a próxima!

Jacques Uljee, pedagogo social, 

Amigo e colaborador da Rede Corrente Viva


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