Publicado por: correnteviva | junho 16, 2011

A influência das Redes Sociais na educação dos filhos

Ao tratar do tema “A influência das Redes Sociais na educação dos filhos”, podemos fazer vários recortes. Por ocasião do 41º Dia Mundial das Comunicações Sociais em 24 de janeiro de 2007, Sua Santidade Bento XVI já dizia da preocupação sobre tal tema. Ele dizia que o desafio para a educação nos convida a refletir sobre dois assuntos importantes: “A formação das crianças é o primeiro. O segundo, talvez menos óbvio mas não menos importante, é a formação dos meios de comunicação social.”

Aqui temos dois recortes: Primeiro sobre a formação de nossas crianças. Podemos então perguntar qual o tempo e qualidade de formação que os pais modernos têm para com seus filhos? É algo para se pensar.  As famílias têm pouco ou nenhum controle sobre os programas que se apresentam hoje na mídia. Os pais não têm o controle que deveriam exercer na qualidade da programação ofertada pela mídia. De tempos para cá, para muitas famílias, a TV passou a ser significado de calmante, ou ainda como de uma baba para nossas crianças. Mesmo sabendo da gravidade disso, os pais não querem correr o risco do diálogo. É mais cômodo deixar para lá. O segundo recorte que podemos fazer é sobre o papel de formador que os meios de comunicação deveriam exercer na sociedade. A comunicação social deveria exercer um papel de formadora de opiniões. Para isso deveríamos perguntar que tipo de ideologia a mídia divulga? Nossas crianças são as maiores consumidoras da mídia na atualidade. Pensemos então que valores nossas crianças estão recebendo no seu dia a dia sem saber que estão sendo educadas?

Com essa visão panorâmica, sobre esses dois recortes, já podemos tirar algumas conclusões sobre o porque de nossas crianças andarem tão rebeldes e incapazes de ouvir e ou de sensibilizar por qualquer palavra adulta. As agressões são constantes entre próprios colegas. Hoje o tema em voga é o Bulling. Tudo isso não deixa de ser influência daquilo que damos aos nossos filhos diariamente. Damos nossas crianças água suja sem perceber. Muitos pais aplaudem o Big brother, e depois não conseguem lidar com as manifestações de uma sexualidade livre vinda da parte de seus filhos. Hoje está cada vez mais precoce a erotização das crianças. Meninas que ainda nem entraram na adolescência e já se colocam numa sensualidade abusiva. E se entrarmos nas questões dos conteúdos de nossas novelas, quais são os valores ali passados?

Bem, percebe-se então que a mídia e a cultura popular como a televisão, o cinema, os vídeo games, a internet, etc., impõem valores não compatíveis com nossa moral cristã. Não podemos negligenciar isso. Não podemos fazer vista grossa sobre o assunto. É preciso que tomemos consciência disso e busquemos refletir em nossas famílias. Temos algumas alternativas de programas de televisão de cunho religioso, mas ainda não conseguem atrair tanto quando os outros. Geralmente são atrações que agradam apenas aos adultos.

Hoje se fala de um tema novo que é “alfabetização para a mídia”. Ou seja, devemos orientar e educar nossas crianças para verdadeiros valores. Não adianta apenas criticar a influência da mídia na vida de nossas crianças. A família precisa reassumir, mais do que nunca, seu papel de primeira educadora de seus filhos. Quando isso acontecer, a mídia não terá grandes chances. Seremos como as ovelhas do Evangelho que conhece a voz do seu pastor. Não se deixarão enganar por falsos pastores. Devemos aguçar cada vez mais nossos ouvidos para estarmos afinados com a voz do Pastor. “As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem” (Jo. 10,27).  Como somos muitas vezes cegos e lentos em ver a realidade como ela é, então é preciso que treinemos mais nossos ouvidos para que não nos deixemos confundir com as vozes dos ladrões e salteadores. O Pastor dá a vida pelas suas ovelhas. Por isso sua voz é digna de ser seguida. Que nós educadores de nossas crianças nos responsabilizemos por essa tarefa tão sublime.

Que Deus abençoe a todos.

Paz e Bem!

Pe. Benedito Carlos Alves dos Santos, Mestre em Direito Canônico e Psicólogo e especialista em Psicologia Jurídica e colaborador do blog Corrente Viva


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